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porUNICEF
fonteUNICEF
a 26 MAR 2014

Está a esgotar-se o tempo para as crianças do Sudão do Sul, diz a UNICEF

A menos que a situação humanitária no Sudão do Sul melhore rápida e radicalmente para as crianças e famílias, perto de um milhão de pessoas – maioritariamente mulheres e crianças – irão enfrentar uma crise ainda mais grave, tanto no interior do país como nos países vizinhos, afirmou hoje a UNICEF.

“Com o aproximar da época das chuvas, o tempo torna-se cada vez mais curto para evitar uma catástrofe humanitária para as crianças do Sudão do Sul,” disse Yasmin Haque, Sub-directora de Programas de Emergência da UNICEF, que acaba de regressar do país

“As pessoas com quem nos encontrámos em Nyal, no Unity State, procuraram refúgio em pequenas ilhas rodeadas de água. Elas não comiam uma refeição minimamente aceitável há cerca de dois meses e meio e limitavam-se a sobreviver comendo frutos de palmeira, raízes de plantas selvagens e caules e sementes de lírios. Algumas tentavam tecer redes para poder pescar. As crianças mais pequenas estavam extremamente depauperadas, e algumas delas tiveram de fugir para escapar à morte e ficaram separadas das suas famílias durante esse processo. Uma realidade muito triste.”

Neste momento, cerca de 250.000 pessoas fugiram do Sudão do Sul para países vizinhos – Uganda, Etiópia, Sudão e Quénia – para escapar aos combates e procurar ajuda. No interior do país mais de 700.000 estão deslocadas. A grande maioria dos que precisam de ajuda são crianças e mulheres. Na região de Gambella perto da fronteira com a Etiópia, são poucos os refugiados que são homens ou rapazes.

© UNICEF/NYHQ2014-0345/Kate Holt

O início das chuvas torna grande parte do país inacessível por estrada, que ficam intransitáveis, pelo que fazer chegar bens essenciais às pessoas por via aérea se torna mais difícil e dispendioso. A falta de abrigo, o saneamento precário e as doenças causadas pelo consumo de água contaminada aumentam a pressão sobre zonas que estão sobrelotados, no interior do Sudão do Sul e nos países vizinhos.

“Para além da violência e das violações que as crianças têm vindo a sofrer há quase 100 dias, agora correm riscos acrescidos de doenças e de má nutrição. O tempo está a esgotar-se para as crianças do país mais jovem do mundo. Precisamos de mais recursos e melhor acesso; precisamos de paz e segurança. As crianças não podem esperar," afirmou Yasmin Haque.
 

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