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porUNICEF
fonteUNICEF
a 27 MAI 2015

Com a intensificação dos combates no Sudão do Sul, as crianças enfrentam um agravamento da crise nutricional

A vida de perto de um quarto de milhão de crianças está em risco dado que a segurança alimentar e nutricional tem vindo a deteriorar-se rapidamente nalgumas zonas do Sudão do Sul, afirmou hoje a UNICEF. A crise resulta do conflito em curso, dos escassos stocks e da economia em recessão. 

Segunda as últimas previsões do grupo técnico IPC, de que a UNICEF é membro, o número de pessoas expostas à insegurança alimentar grave quase duplicou desde o início do ano, de 2.5 milhões para um número estimado em 4.6 milhões de pessoas, incluindo aproximadamente 874.000 crianças menores de cinco anos. Este é o número mais elevado de famílias que se encontram, em matéria de insegurança alimentar, nos níveis de crise ou emergência desde o início do conflito em Dezembro de 2013.

A UNICEF continua a alertar para o facto de que as crianças que se encontram encurraladas pelos confrontos sem terem acesso a serviços médicos básicos nem a comida terão grande dificuldade em sobreviver se a assistência humanitária não for retomada nas áreas afectadas pelo conflito.

“Apesar de todos os progressos que foram alcançados no último ano com os nossos parceiros para tratar a malnutrição no maior número de crianças de sempre, a vida das mulheres e crianças vulneráveis – que já esgotaram todos os mecanismos de que dispõem para lidar com a situação – estão em risco,” afirmou o Representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch.

As taxas de malnutrição infantil continuam acima dos 15 por cento, o limiar de emergência, tanto nos estados afectados pelo conflito como nos de maior prevalência. Perto de uma em cada três crianças menores de cinco anos estão malnutridas nas zonas mais afectadas da Região do Grande Nilo Superior, Warrup e Bahr el Ghazal Norte. Em inquéritos recentes da UNICEF, foram observadas taxas muito elevadas de malnutrição aguda grave (até 10 por cento) no Estado de Unidade. Se o tratamento não chegar a estas crianças, elas terão nove vezes mais probabilidades de morrer que uma criança saudável.

Em acréscimo à situação já precária, intensos combates no Grande Nilo Superior forçaram pelo menos 100.000 pessoas a fugir de suas casas só no mês de Maio, abandonando os bens para a sua subsistência, como stocks de alimentos, gado e colheitas. Vários parceiros da UNICEF no sector da nutrição viram-se obrigados a retirar serviços e as provisões nutricionais foram objecto de pilhagens.
“A menos que aos trabalhadores humanitários seja permitido o acesso para a distribuição de serviços que salvam vidas de crianças e para continuar a pré-posicionar bens antes que as estradas se tornem intransitáveis durante a estação das chuvas, uma situação que já é frágil vai tornar-se catastrófica”, afirmou Veitch.

Através do Programa de Reforço da Nutrição (Nutrition Scale Up) e das Missões de Resposta Rápida em zonas remotas e de difícil acesso afectadas pelo conflito, a UNICEF e parceiros trataram, em 2015 e até agora, perto de 50.000 crianças com malnutrição aguda grave.

Com um défice de financiamento de 75 por cento este ano, a UNICEF lança um apelo urgente no montante de 25 milhões de dólares para poder continuar a dar resposta à crise nutricional no Sudão do Sul.
 

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