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porSaúde em Português
fonteSaúde em Português
a 20 ABR 2015

Tragédia, viva la muerte, a solidariedade em causa

São cada vez mais as pessoas que morrem no Mediterrâneo. São homens, mulheres, crianças e famílias à procura de melhores condições de vida na Europa, longe de conflitos, violência, perseguição, pobreza e fome. Só neste Domingo, dia 19 de Abril, morreram perto de 700 pessoas ao largo de Lampedusa (Itália), este ano já morreram 1600 pessoas.

As condições de transporte a que os migrantes se sujeitam quando tentam a travessia para a Europa são cada vez piores. A superlotação nas barcaças, a violência, as condições meteorológicas, entre outras, fazem com que os números aumentem de dia para dia. A ilusão de ultrapassar as dificuldades contribui para o aumento crescente de casos de imigração ilegal, associado muitas vezes a tráfico de seres humanos para diferentes tipos de exploração.
A imigração ilegal condiciona as várias esferas do indivíduo, nomeadamente a área social e económica, como o bem-estar social, a educação, os cuidados de saúde, a escravidão, a prostituição, a criminalidade e as protecções legais.

São estas realidades que Saúde em Português encontra diariamente no desenvolvimento do seu trabalho junto das vítimas de tráfico de seres humanos e que tenta combater através da sensibilização/prevenção do público em geral desde 2010, e no acolhimento e protecção de vítimas desde Maio de 2013.
Quantas pessoas mais terão de morrer para que as soluções sejam encontradas?

Acreditamos na necessidade de se criar um sistema de busca e salvamento especializado e um sistema que responda às necessidades básicas de todos os migrantes/refugiados que chegam à Europa. O aumento do policiamento não pode ser a solução.

Saúde em Português, enquanto ONGD, luta pela defesa da dignidade humana e exige que a que a União Europeia e os seus Estados Membros assumam as suas responsabilidades e tomem medidas e decisões concretas para resolver esta situação.

O apoio à emigração legal é essencial para o crescimento económico da Europa; é necessária a acção concertada no combate ao tráfico de seres humanos, com sensibilização nos países destinatários da emigração ilegal e intervenção - acção a partir de zona internacional com reflexos nos países de origem; a ajuda humanitária deve ser coerente, estabilizada e profícua em prevenção e situações de crise, organizada pelos organismos internacionais e União Europeia; há responsabilidade de todos os Países da União Europeia, nas situações de crise instalada e na recepção de deslocados e refugiados que se enquadrem nos princípios da ajuda humanitária; é fundamental a intervenção a montante no combate à desigualdade social e promoção dos direitos humanos, através do apoio e incentivo às agências humanitárias.

 

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